Você já ouviu falar na geração nem-nem? Este termo é usado para designar jovens entre 18 e 24 anos que não estudam e nem trabalham. As causas desse fato são variadas: gravidez precoce, desinteresse pelos estudos e trabalho, problemas sociais e psicológicos, falta de recursos financeiros, etc.
Jovens nessa condição são improdutivos para si mesmos, para a família e para a sociedade. Muitos deles não tem ânimo para sair de casa e enfrentar a vida e, para fazer isso, precisam de recursos financeiros e habilidades sociais.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número chega a 10,9 milhões de jovens brasileiros, representando 22,3% da população brasileira.
É possível encontrar pessoas nessa condição até mesmo na faixa dos 30 anos.
As consequências desse número tão alto são grandes e diversas. Pessoas nessa situação podem desenvolver depressão e ansiedade, além de não conseguirem firmar uma vida social equilibrada, já que a falta de condições financeiras impossibilita a manutenção de uma família e de relacionamentos amorosos. A economia, por sua vez, perde uma grande quantia de dinheiro que poderia estar em circulação.
Por outro lado, a existência da geração nem-nem também se deve ao fato de os jovens ficarem desanimados diante de oportunidades de emprego com baixos salários combinados com muita exigência, além de péssimas condições de trabalho.
Porém, é possível encontrar soluções para esse problema. Algumas delas são: programas governamentais e leis que possam diminuir as desigualdades sociais e a falta de oportunidades de trabalho, investimentos na área da educação, programas sociais de educação que conscientizem as adolescentes quanto ao risco de gravidez precoce, programas de estágio, programas de assistência social, reformas na economia que possam gerar mais vagas de emprego, reformas trabalhistas e mais acessibilidade para crianças se matricularem em creches.

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